terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Catching Feelings - CAPÍTULO 28

- Vamos correr. – ele disse, me colocando no chão. Peguei em sua mão e nós começamos a correr em direção ao carro. 
As semanas foram se passando. Eu e Justin estávamos melhores impossível. Todo mundo já sabia que não éramos mais apenas amigos. Além de nossos amigos, os fãs e o mundo inteiro sabia, só se falava sobre isso na mídia. Fotos do nosso encontro na praia circularam por todas as revistas. Esse não era nosso objetivo, aliás nem pensamos sobre isso, mas deixamos rolar. Não nos limitávamos a ficar fazendo estratégias para sairmos juntos só por causa das milhares de câmeras que refletiriam seus flashes em nós dois. Nossa relação não seria limitada pela mídia como a de muitos casais é. A palavra exata seria: foda-se.
A única restrição de nosso namoro foi imposta por Pattie: já que eu moro com eles, dentro de casa teríamos que agir como se fossemos apenas amigos, ou irmãos, que seja.

Eu estava no sofá de frente para a janela do meu quarto, falando com a Ashley no telefone.
- Vamos ao shopping essa semana, sem falta! - eu disse.
- Sim, to precisando de umas roupas novas. Mas só posso no fim da semana, porque estamos nas gravações do último episódio dessa temporada e tá tudo meio corrido. - parei de prestar atenção em Ashley quando um ser de cabelos dourados se encostou na minha porta, olhando para mim. - Blair? Você tá aí?
- Oi, to aqui. Vou ter que desligar, a gente combina de sair então.
- Por que vai ter que desligar? Você tá em casa! É o Justin tirando a sua atenção de mim não é? Aquele pirralho me paga!
- Tchau Ash. - desliguei a ligação rindo e larguei o celular no sofá, indo em direção à porta.
- A Ashley deve estar querendo me matar, ouvi ela gritando daqui.
- Ela falou "aquele pirralho me paga" - mudei o tom de voz tentando imitar a Ashley.
Ele me abraçou pela cintura, me puxando contra seu corpo e depositando um beijo em minha cabeça.
- Minha mãe saiu.
- Ah é? E o que você vai fazer?
- Isso. - ele levantou meu queixo e olhou no fundo de meus olhos, encerrando a distância entre nossos lábios.
Começou um beijo calmo e foi me empurrando para dentro do quarto, fechando a porta com o pé. Quando ele percebeu que estávamos indo em direção ao sofá que eu estava antes, rodou e ao invés de me empurrar, me puxou, sem parar de me beijar. Batemos no estofado listrado e ele se sentou, me levando junto. Me vi caindo de lado sobre seu colo, agora com ele beijando meu pescoço. 
- Já tava com saudades. - ele sussurrou, continuando com os beijos. 
- Mas a gente saiu ontem. - respondi com a minha voz oscilando um pouco devido às cócegas que seus beijos causavam. 
- Mas eu estava com saudades mesmo assim. - ele finalizou o diálogo, me beijando novamente, dessa vez com uma velocidade um pouco maior. 
As coisas iam ficando cada vez mais rápidas e decidi que seria melhor pararmos um pouco. 
- Justin... – disse com nossos lábios ainda encostados. Ele parou de passar as mãos pelo meu corpo e separou nossos rostos, me olhando nos olhos e soltando uma risada. Me deu alguns selinhos. Sua risada me fez rir também, nós encostamos nossas testas e ficamos rindo um para o outro, como dois bobos. Suas mãos pararam em minha cintura, me levantando de seu colo e se levantando em seguida. 
- Tenho uma coisa pra você. – ele sussurrou ao pé da minha orelha, depositando um beijo ali. 
- O que? 
- Tá lá no meu quarto. Vem. – ele me puxou pela mão e fomos até o seu quarto. Me sentei em sua cama enquanto ele dava a volta e pegava algo na gaveta da mesinha de cabeceira. Foi quando ele voltou ao meu encontro e se sentou ao meu lado na cama que eu vi a caixinha azul em sua mão. Uma caixinha azul que eu já conhecia, era a pulseira. Aquela pulseira que eu recusei algumas semanas atrás por demonstrar seus sentimentos por mim e agora tudo que eu mais queria era que ele a colocasse no meu pulso. 
Ele abriu a pequena caixa me mostrando a pulseira prateada. Olhei para a peça de prata e depois para seus olhos mel, que brilhavam olhando nos meus. Sorri. 
- Será que agora eu posso colocá-la em seu pulso? – ele perguntou, esticando a pulseira com as duas mãos e me olhando novamente nos olhos, com expectativa. 
- Claro que pode! – finalmente exclamei, colocando meu pulso sobre a corrente esticada. Ele ligou as duas pontas com o fecho e se abaixou para dar um beijo no local, sempre romântico. 
- Finalmente essa pulseira está onde deveria estar, não a aguentava mais guardada na minha gaveta. 
- E eu não aguentava mais ter você tão perto na mesma casa, sendo meu melhor amigo; mas ao mesmo tempo tão... – cheguei meu rosto perto do seu, terminando a frase em um sussurro praticamente colado aos seus lábios. – longe. 
Ele abriu um sorriso e com as mãos em minha cintura, colou nossos corpos, ainda não encostando nossos lábios. 
- Agora nós não estamos mais longe um do outro. – ele continuou a conversa em sussurros, me arrepiei por sentir seus lábios se moverem nos meus. 
- E isso faz cócegas. – ele estava me provocando, mas esse jogo pode ser jogado por dois, então eu continuei falando com nossos lábios cada vez mais próximos, se é que era possível. Mas ainda sim sem chegar a beijá-lo.
Em movimentos rápidos, ele me deitou na cama e ficou por cima de mim, se apoiando com um braço de cada lado do meu corpo. Usei meus braços livres para puxar seus ombros e o fazer cair sobre mim, perdendo o apoio. Fiquei com a cabeça no vão formado entre sua cabeça e seu ombro e comecei a beijar seu pescoço lentamente. A pele que eu beijava se arrepiou. 
- Isso também faz cócegas. – ele quem reclamou dessa vez. Parei os beijos para olhar em seus olhos, mas fazendo um carinho com as unhas no mesmo lugar em que eu beijava, ainda causando as cócegas que ele sentia antes. Como agora podia ver seu rosto, vi seus olhos se revirarem e uma expressão diferente surgir. Ele aproximou nossos rostos e me beijou rapidamente. Quase não consegui acompanhar seus movimentos. Quase. 
Com nossos corpos tão colados, senti um volume um pouco mais abaixo. Se eu dissesse que aquilo não me excitou, seria mentira. Era óbvio que ele me queria de outro jeito, inclusive eu também o queria... mas não agora, não assim. Não sei porquê, mas não sentia que poderia ser agora. Mesmo eu já não sendo mais virgem, continua sendo uma coisa importante pra mim, como para a maioria das garotas. Pensei nisso tudo por milésimos de segundos. 
Separei nossos lábios fazendo um caminho de beijos pelo seu pescoço e parando em sua orelha, mordendo ali de leve. 
- Justin… não. - disse entre os beijos. 
- Vai me dizer que você também não quer. - é, ele estava pensando no que eu tava pensando, como eu imaginava.
- Claro que eu quero. Tanto quanto você. Mas não agora, não assim. - o dei vários selinhos e olhei séria. 
Ele depositou mais um beijo em meus lábios úmidos. 
POV JUSTIN
- Desculpa. - eu disse, saindo de cima dela e deitando ao seu lado, a olhando. - Fui meio impulsivo. - fiquei brincando com seu cabelo e cheirando seu pescoço. 
- Não precisa pedir desculpas, seu bobo! Nós somos namorados, esqueceu? - meus lábios se curvaram em um sorriso quando ela me lembrou de nosso status de relacionamento.
Eu ia falar algo como “vou esperar até quando você quiser”, mas desisti. Não queria quebrar nosso contato visual e também não queria parecer meloso demais. Não posso negar que tê-la desse jeito era o que eu mais queria no momento, mas eu posso esperar. Afinal, eu já a conquistei, já somos namorados; eu já tenho quase tudo que eu possa querer, só falta esse pequeno detalhe, então eu posso esperar por ele. 
- Vem, vamos pra sala antes que minha mãe chegue. – eu disse, me levantando. 
- Me leva? – ela pediu, estendendo os braços em minha direção e fazendo aquela cara de pidona, com direito a beicinho. Impossível resistir a isso. 
- Com esse beicinho, como eu poderia resistir a esse pedido?  
- Exatamente, não é pra resistir. – ela deu um sorrisinho e depois voltou com o beicinho. 
- Vem. – disse, me abaixando para carregar Blair, que ainda estava deitada. Ela me abraçou e colocou as pernas em volta do meu corpo. Eu fiquei ereto e ela estava grudada a mim como um macaco. A segurei por baixo e fui até a sala, colocando-a no sofá. – O que eu ganho em troca?
- Hmm – ela me deu um selinho. 
- Só isso? – perguntei, com nossos rostos próximos um do outro. 
- E isso. – ela me deu um selinho mais demorado, mordendo meu lábio inferior e puxando. 
- Agora foi melhor. – disse, rindo e sentando ao seu lado. 
Ouvi o barulho do elevador. Blair me olhou assustada, pegando rapidamente o controle da TV e a ligando. 
Ela deitou para um lado, tentando parecer um pouco indiferente a mim e eu tentei fazer o mesmo, ficando de um modo mais relaxado no sofá. Acho que minha mãe no fundo sabia que nós não ficávamos agindo como amigos quando estávamos sozinhos em casa, mas precisávamos pelo menos fazer parecer que respeitávamos a restrição imposta. 
- Não tem nada pra ver agora que o filme acabou, escolhe um canal. – Blair disse estrategicamente quando minha mãe colocou a chave na fechadura, jogando o controle em minha direção. – Escolhe aí.
 - Mas se você já procurou, por que eu encontraria? – joguei o controle de volta. Provavelmente Pattie estaria ouvindo toda nossa cena. 
- Sei lá. 
- Boba. – eu disse, jogando uma almofada em sua direção.
- Joga uma almofada de novo que eu te quebro. – minha namorada disse, bancando seu lado bravo que eu adorava desde o primeiro dia que a conheci, quando ela parecia ter apenas esse lado. 
Quando ela terminou a frase, minha mãe entrou com várias sacolas de supermercado na mão e nós imediatamente nos levantamos para ajudá-la.
- Ao invés de brigar, me ajudem. – foi a primeira coisa que ela disse ao colocar os pés em casa.
- Não tem como brigar, o Justin que começou e depois fugiu da minha ameaça. Covarde. – ela disse, rindo da minha cara enquanto levava algumas sacolas para a cozinha. 
- Ei, eu não sou covarde! – pena que eu não estava sozinho com Blair para colocar em prática o quão “covarde” eu sou. 
- Vocês são impossíveis! – minha mãe disse rindo enquanto guardava as coisas nos armários. 

<33333 eles são muito amor pra um casal só gente não aguento
marquem o oi eu li e comentem o que acharam!! faltam apenas dois capítulos para acabar, chorem =[[
feliz natal amorzinhos!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Catching Feelings - CAPÍTULO 27

cheguei!!!!!!!!! preparadas para o capítulo mais fofo de todos os tempos??

Fui para o meu quarto já pensando onde ele me levaria. Não fazia a mínima ideia de onde poderia ser, Justin fazia o tipo imprevisível.  
Acordei relativamente cedo para um sábado de folga – 9 da manhã. Entendi o motivo de eu não conseguir mais dormir: borboletas no estômago. Eu estava nervosa para o encontro com o Justin. Embora eu tivesse 99% de certeza que iríamos acabar juntos, o 1% que sobrava me dizia que ele ia continuar achando que não me “conquistou por inteiro” e ia querer continuar com nossa amizade das últimas semanas. Eu definitivamente não queria isso, queria poder abraçá-lo forte e iniciar um beijo calmo do tipo que vai pegando um ritmo mais rápido com o passar dos segundos. Eu já estava pensando nisso tudo e ainda deitada na cama, melhor me ocupar com algo nessas horas seguinte para parar de sonhar.

Decidi me levantar e ir correr na praia, há tempos eu não fazia isso, já sentia falta. Vesti um shorts azul claro com uma regata branca e calcei tênis apropriados. Peguei o meu iPod shuffle e preguei em minha blusa, segurando o fone enquanto saía do quarto. Percebi que a porta do quarto de Justin estava fechada, logo ele deveria estar dormindo, claro, repito: sábado de folga 9 da manhã. Bebi um copo de suco de laranja na cozinha para não ir de estômago completamente vazio. Eu comeria na volta.
(...)
Corri por meia hora. Entrei no prédio pingando de suor. Quando cheguei ao apartamento, Justin estava na cozinha, com a sua típica calça de moletom e sem camisa.
- Bom dia! – eu disse, fazendo-o virar para mim, já que estava fazendo algo no fogão. Cheguei mais perto para ver o que ele fazia.
- Bom dia! – ele respondeu e deu um beijo em minha testa.
- Eca Justin, eu to toda suada. – disse, apontando para onde ele havia dado o beijo.
- Não ligo. – ele riu. – Tá com fome? 
- Morrendo. – respondi e ele virou as french toasts na frigideira. Peguei dois pratos no armário e segurei ao lado do fogão para ajudá-lo. 
Comemos e eu fui tomar banho, colocando uma roupa qualquer para ficar em casa, que se resumia naqueles shorts curtos de moletom e uma regata. Fiquei deitada em minha cama lendo um livro e alguém bateu na porta. 
- Entra. – gritei.
Justin entrou em meu quarto. 
- Só pra avisar que vou até a casa do Ry e para perguntar se nosso... encontro – ele se enrolou um pouco com a palavra – ainda está de pé.
- Claro que está! – eu me levantei para falar com ele cara a cara. 
- Então eu te pego às três. 
- Estarei esperando. – disse com um sorriso. Ele sorriu de volta e ia saindo, mandei um beijo no ar.
Quando o vi sair de casa, era meio-dia. Peguei meu iPhone na mesinha de cabeceira e liguei para Ashley.
- Ash! Tenho milhares de coisas para te contar. 
- O que? Passa aqui em casa.
- Ai to com preguiça de trocar de roupa, vem aqui você, to sozinha.
- Preguiçosa. Ok, eu vou. Nós vamos almoçar?
- Eu peço delivery de alguma coisa, o que você quer?
- To afim de thai.
- Vou ligar no Thai House então. Vem logo.
- Já vou, to trocando de roupa.
Desligamos a ligação e eu liguei imediatamente no restaurante, pedindo alguns de nossos pratos preferidos da cozinha thailandesa. 
Ashley chegou 20 minutos depois, quase me enforcando para contar logo o que eu disse que tinha para contar. A comida chegou instantes depois e eu fui contando enquanto almoçávamos.  
- Vou sair com o Justin hoje.
- Mas vocês saem todo dia!
- Foi exatamente o que eu falei quando ele me chamou, mas ele especificou que é um encontro.
- Sério? Que fofos! Espero que vocês fiquem juntos logo, sabe, depois do que aconteceu em Atlanta. 
- Também espero. Pra falar a verdade não aguento mais ser só amiga dele.
(...)
Depois de vários minutos de comida e conversa, Ashley me ajudou com a louça e nós ficamos no meu quarto fazendo nada. Jogando o tempo fora. Quando me dei conta, o relógio marcava duas e vinte.
- Tenho que me arrumar, o Justin vai passar aqui às três. Aliás, ele tá na casa do seu namorado. 
- Provavelmente contando a mesma coisa que você me contou. – Ashley observou.
- Me ajuda a escolher minha roupa.
- Você não sabe pra onde vocês vão, mas para ser a essa hora, deve ser bem casual. – ela disse, expondo o seu incrível senso de moda, abrindo meu armário e tirando de lá uma camisa xadrez que eu adorava.
- Adoro essa!
- Eu sei. Coloca com esses shorts e esse top. Rasteirinha e óculos escuros. Fim. – ela finalizou, colocando tudo em cima da minha cama. 
- Amo quando você escolhe minhas roupas.
- Também sei disso. Vai, se veste logo.
Vesti tudo que ela separou e gostei bastante do resultado, completando com um colar de pena. 
- Vou embora antes que ele chegue. – ela veio me abraçar. – Me liga assim que você chegar em casa para me contar como foram os milhões de beijos que vocês vão dar. 
- Você nem sabe se ele vai me beijar.
- Lógico que vai. Tchau, te amo.
- Também te amo. – respondi e ela foi embora. Amo o otimismo de Ashley.
Finalizei o meu look com uma maquiagem leve, apenas blush rosado e lápis embaixo do olho. Passei um gloss seco de morango que deixava meus lábios um pouco mais rosados.  
POV JUSTIN
Saí da casa do Ry às 2:50pm para finalmente o meu encontro com Blair. Eu não podia esperar para cantar a música pra ela e ver sua reação. O violão já estava no porta-malas, eu passei rapidamente em uma floricultura que ficava no caminho para comprar alguma flor. 
Comprei uma peônia cor-de-rosa. Apenas uma, eu não queria parecer exagerado comprando um buquê.
Cheguei em casa e vi a porta de seu quarto fechada, ela deveria estar se arrumando. Pelo que notei em outros dias, ela era rápida nisso. Decidi bater na porta. 
- Entra! – ela disse, lá de dentro. 
Escondi a flor em minhas costas e entrei. Ela terminou de fazer uma trança no cabelo e prendeu com um elástico. Veio até mim. Estava linda.
- Você está linda! – elogiei, inspirando o seu delicioso perfume. 
- Obrigada. – ela sorriu.
- Trouxe pra você. – estendi a flor a sua frente. 
- Que linda! Não precisava ser tão... formal. – ela cheirou a flor e sorriu com o perfume. 
- Mas eu gosto de ser. Está pronta? – ela assentiu e colocou a flor em sua orelha.  
- Agora sim. Vamos? 
- Vamos. – a puxei pela mão para que ela fosse em minha frente. 

No carro, fomos o caminho inteiro ouvindo músicas e as cantando.
- Afinal, pra onde você está me levando?
- Não vou contar. Finge que eu to te sequestrando.
- Mas eu quero ser sequestrada por você, então não é tecnicamente um sequestro. 
- Você tornou uma afirmação tão simples em uma tão complicada!
- Só to sendo realista! – nós rimos. – Ok, já que não vai me contar para onde vamos, só me diz se estamos chegando. 
- Sim, estamos. É um lugar bem simples, não espere nada demais. 
- Tenho certeza que é perfeito. – não estava olhando diretamente para ela, já que estava olhando para a estrada, mas pude saber que ela estava sorrindo. 

Após dois minutos dirigindo na orla, estacionei no ponto da praia em que pararíamos. Saímos do carro e eu peguei o violão no porta-malas, dando a volta para encontrá-la do outro lado. Ela apenas olhou para o violão mas não perguntou nada. Atravessamos a rua e colocamos os pés na areia. Peguei em sua mão e a puxei para a direção do lugar que eu havia planejado. 
Chegamos à pedra. Com o violão em minhas costas, eu subi primeiro e depois estendi minha mão para que ela segurasse e eu a puxasse. Era uma enorme pedra que se localizava parte na areia, parte no mar. Andei até a ponta que dava para o mar e me sentei com as pernas penduradas, esperando que ela se sentasse ao meu lado. Ela o fez, se sentando bem perto de mim e segurando meu braço. 
Olhou para mim ao mesmo tempo em que olhei para ela, fazendo nossos rostos ficarem bem próximos. 
- O que achou? – perguntei. 
- É lindo! – nos viramos de novo para fitar o mar. Eu a acolhi com um de meus braços e ela deitou a cabeça em meu ombro. 
- Tem um motivo pra eu ter te trazido aqui. 
- Qual?
- Um motivo que também engloba o fato de eu ter trazido o violão. – ela olhou para mim esperando que eu prosseguisse. – Eu escrevi uma música. Pra você. – ela abriu um sorriso enorme, desviando o olhar do meu olhando para o violão e depois voltando aos meus olhos, com expectativa. 
- Posso ouvi-la? – ela perguntou. 
- É pra isso que eu estou aqui. – rodei meu corpo e me sentei de pernas de índio de frente para ela, que fez o mesmo. Tirei o violão da capa preta e apoiei em meu colo, lançando um olhar em sua direção antes de começar. Ela assentiu.
Comecei a melodia, e já sabendo tudo de cor no violão, comecei a cantar olhando em seus olhos.  

Well let me tell you a story
About a girl and a boy
He fell in love with his best friend
When she's around, he feels nothing but joy
But she was already broken, and it made her blind
Cause she could never believe that love would ever treat her right
But did you know that I love you? or were you not aware?
You're the smile on my face
And I ain't going nowhere
I'm here to make you happy, i'm here to see you smile
I've been wanting to tell you this for a long while
What's gonna make you fall in love
I know you got a wall wrapped all the way around your heart
Don't have to be scared at all, oh my love
But you can't fly unless you let ya,
You can't fly unless you let yourself fall
Well I can tell you're afraid of what this might do
Cause we got such an amazing friendship and that you don't wanna lose
Well I don't wanna lose it either
But I don't think I can stay sitting around while you're hurting babe
So take my hand
Well did you know you're an angel? who forgot how to fly
Did you know that it breaks my heart everytime to see you cry
Cause I know that a piece of you's gone everytime he done wrong, I'm the shoulder you're crying on
And I hope by the time that i'm done with this song that I've figured out

Who's gonna make you fall in love
I know you got your wall wrapped all the way around your heart
Don't have to be scared at all, oh my love
But you can't fly unless you let ya,
You can't fly unless you let yourself fall
I will catch you if you fall
I will catch you if you fall
I will catch you if you fall
But if you spread your wings
You can fly away with me
But you can't fly unless you let ya,
You can't fly unless you let yourself fall in love…

Quando acabei, fiquei olhando em seus olhos, buscando uma resposta. Ela parecia atônita, olhando para mim com um sorriso bobo nos lábios. 
- E então? – perguntei.
- Eu... eu não sei o que dizer. – balbuciou. Coloquei o violão ao lado e estendi a minha mão, colocando uma mecha solta de seu cabelo por trás da orelha. – Biebs... – ela sussurrou, chegando mais perto. 
Jogou os braços por cima de meus ombros, fechando-os em minha nuca. Me puxou para mais perto até não haver mais distância e nossos lábios se chocarem. Coloquei uma mão em sua cintura e a outra em sua bochecha. Iniciamos um beijo calmo. Todas as sensações que eu mais senti falta nesse pouco mais de um mês separados voltaram em um segundo. Mas a melhor sensação de todas, que eu pensei que havia sentido antes mas não tinha, era a de que ela é minha. Blair Waldorf é de Justin Bieber. Eu só precisava confirmar, embora já soubesse a resposta.
- Isso foi um sim? – perguntei, entre selinhos. 
- Sim pra que? – ela respondeu com outra pergunta, puxando de leve meu lábio inferior com os dentes. 
- Pensei que a pergunta estivesse explícita na música. 
- Pensei que a resposta estivesse explícita no beijo. 
- Mas eu quero ouvir da sua boca. 
- Eu também quero ouvir a pergunta. 
- Blair, você quer namorar comigo? – por fim perguntei, olhando em suas íris castanhas. 
- Claro que quero! – ela finalmente respondeu. Desviei meu olhar para seus lábios e a puxei para mim novamente. Esse beijo durou ainda mais tempo que o primeiro. 
Desvencilhei nossos lábios por falta de ar e dei alguns beijos em seu pescoço, recuperando meu fôlego. 
POV BLAIR
Finalmente eu me senti pronta para dizer as três palavras, nove letras que eu tanto abominava.
- Eu amo você. – sussurrei enquanto ele beijava meu pescoço. Parou o que estava fazendo para olhar novamente em meus olhos. 
- Eu também te amo. – ele disse, sorrindo e com a mão em meu rosto, me puxando para outro beijo.
(...)
Após um pouco mais que uma hora, começou a escurecer e nós decidimos ir embora. Ele desceu primeiro da pedra e abriu seus braços para que eu pulasse. Meu medo de altura me atacou novamente. 
- É alto... – gaguejei.
- Pula, eu te pego. 
- Mas eu vou te machucar.
- Você confia em mim?
- Mais que em qualquer outra pessoa.
- Então pula. 
Foquei bem a sua imagem diante de mim, fechei meus olhos e pulei, sentindo-o me segurar forte. Coloquei as pernas em volta de seu corpo, meu coração estava acelerado. 
- Viu? Não aconteceu nada.
- Que bom que confiei em você. – disse e o beijei calmamente. Ouvimos flashes. Olhei para os lados e pude ver as câmeras brilhando atrás de algumas moitas. Olhei para Justin, que olhou para mim, pra moita e depois para mim de novo. 
- Vamos correr. – ele disse, me colocando no chão. Peguei em sua mão e nós começamos a correr em direção ao carro. 

nhonhonho gente!! nao tenho nem palavras pra esse capítulo, eu não disse que ia ser fofo? <333
pronto, eles se beijaram, voltaram e tudo mais, blustin is back
MAS agora eu preciso loucamente da ajuda de vocês para finalizar a fic, vai acontecer umas coisas e aí chega no final, eu quero que vocês me digam se querem o final BEM meloso ou que acabe naturalmente. então usem os botões a seguir para me ajudar, via twitter:
o que ganhar mais votos no final será hahahahaha 
enfim não se esqueçam também de marcar o oi eu li e comentar o que acharam desse capítulo ultra mega hiper fofo bj amo vocês 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Catching Feelings - CAPÍTULO 26

ufa gente voltei!! foi cansativo mas pronto estou aqui de volta pra vocês xD ainda haverão algumas oscilações de postagens por motivos de: preciso arranjar tempo pra escrever, mas amanha vou pra belo horizonte, casa da vovó nada pra fazer e tals então vamos ver no que dá <3 


- Me rendo, tá melhor que o de Stratford. – Justin disse, servindo o segundo prato.
- Eu disse! – me gabei. 

Após a refeição, deixamos a louça na pia já que Pattie disse que no dia seguinte a empregada iria e lavava. Cada um foi para seu quarto, estávamos exaustos. Vesti meu pijama e dormi rapidamente.
No dia seguinte Justin e Pattie se ofereceram para ir comigo a uma concessionária escolher meu carro, já que falava sobre comprar um desde que começamos a turnê. Ryan e Ashley foram junto e nós ficamos um tempão por lá, entrando em milhares de carros e fazendo test drives. No fim da tarde eu acabei optando por um preto com os bancos de couro vermelhos, perfeito para mim. Como eu era menor de idade, Pattie disse que tudo bem se fosse comprado no nome dela, depois de se certificar de que eu dirigia bem e com calma. Quando tudo estava assinado e a entrada e algumas parcelas pagas, o vendedor me entregou os documentos e as chaves do carro, que estava estacionado do lado de fora com o tanque cheio, pronto para ser dirigido. Todos estavam me esperando lá fora e quando saí com Pattie, suspiraram, já que o procedimento fora meio demorado.
- Quem vai comigo? – perguntei, rindo e balançando a chave do carro no alto, todos gritaram “eu” em resposta.
- Ops, tenho que levar meu carro. – Justin disse, cabisbaixo.
- Filho, vai com todo mundo e deixa seu carro comigo, tenho que resolver algumas coisas no centro mesmo.
- Ok. – ele disse, indo até Pattie. – Toma cuidado com a Lisa, mãe. – entregou as chaves do carro para ela, com um pouco de receio. Todos riram ao vê-lo chamar o carro pelo nome.
Entramos em meu carro, eu no motorista, Ashley no passageiro, Justin, Ryan e Fredo atrás. Fomos passeando por Miami com o rádio no máximo e cantando as músicas. Paramos em algumas lojas nas ruas, tomamos sorvetes e quando voltamos para casa, já era noite.

Tomei um banho demorado e vesti meu pijama, indo até a cozinha em seguida beber alguma coisa. Lembrei de pegar o moletom de Justin para devolvê-lo se o visse ou deixar na sala para não esquecer mais. 
Quando cheguei à cozinha, Justin estava lá. Deixei o moletom dobrado no balcão e o dei um susto, já que estava virado pra geladeira.
- Boo! – gritei, tampando seus olhos. 
- Nossa, deixa eu adivinhar... O único ser que me daria um susto a essas horas. Ryan?
- Bobo. – dei um tapinha em seu ombro e destampei seus olhos, deixando que se virasse e me visse. 
- Belas pantufas. – ele riu. – Quack quack!
- O que colocaram no seu leite? Ah não espera, você é sempre bobo assim! 
- Sem graça.
- Idiota.
- Linda. – ele disse por fim e pude ver que desviou os olhos depois, provavelmente não queria ter falado isso assim tão rápido e sem controle. Senti minhas bochechas corarem e tentei mudar de assunto.  
- O que tá fazendo?
- Leite com cereal, quer? 
- Quero.
Ele colocou sucrilhos em duas tigelas e leite por cima, me entregando uma delas. Fomos nos sentar no balcão e eu me lembrei do moletom ali. 
- Aqui, trouxe para te devolver. Obrigada.
- Já disse que você pode ficar com ele. 
- Mas agora não tem mais graça. 
- Por que? 
- Perdeu o cheiro. – opa! O que eu acabei de dizer? Droga, agora ele vai perguntar e eu vou ter que confessar o porquê de eu ter ficado com o moletom por tantos dias. 
- Cheiro de que? – perguntou, levantando uma das sobrancelhas e olhando nos meus olhos.  
- Seu cheiro. – confessei, sentindo minhas bochechas queimarem novamente, fitei a tigela em minha mãos para não ter que olhar em seus olhos convencidos. 
- Ah, não seja por isso, vem. – pude vê-lo sorrir e se levantar do banco alto, me puxando com ele pelo corredor enquanto eu ainda segurava o moletom. 
- O que vai fazer? – perguntei ao mesmo tempo em que chegamos ao seu quarto. Ele entrou no banheiro voltando segundos depois com o frasco de um perfume, provavelmente o que ele usava sempre e que me fazia flutuar quando ele passava por mim ou me abraçava. Borrifou pelo tecido cinza e me entregou de novo. Cheirei.
- Agora sim. – disse, sorrindo e vestindo a peça. 
- Eu tenho outro. – ele riu, indo até o armário e pegando um moletom idêntico, também vestindo. – Ah, mas tem uma condição pra você poder ficar com ele. 
- Mas eu já vesti!
- Continuo querendo impor a condição.
- Tá, qual é?
- Você sair comigo amanhã.
- Mas a gente sai junto todos os dias... – eu respondi antes de me dar conta do que ele estava pedindo, quando o vi olhar pro chão, demonstrando um pouco de vergonha.
- Dessa vez é diferente.
- Tipo um...
- Tipo um encontro. – ele completou antes de eu acabar a frase. – Aceita?
- Hmm deixa eu pensar – disse, o provocando. – Claro que sim! – respondi por fim o que o fez abrir um enorme sorriso. 
- Amanhã à tarde.
- Combinado. Até amanhã. – fui me dirigindo à porta do quarto. – Boa noite.
- Boa noite, dorme bem. 

Fui para o meu quarto já pensando onde ele me levaria. Não fazia a mínima ideia de onde poderia ser, Justin fazia o tipo imprevisível.  

vou ficar quietinha sem falar nada, tirem suas próprias conclusões, comentem elas e marquem o oi eu li tchauzinho - @benzodrauhl

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Catching Feelings - CAPÍTULO 25


- Deixa de ser teimosa e acredita em mim. Eu vou te conquistar, direito. Não vai ser por impulso. 
- Ok. – me rendi.
- Deita aqui, dorme. – ele bateu em seu colo e eu me deitei. – Boa noite. – ele voltou com os carinhos e eu caí no sono. 
Pela manhã, acordei devidamente coberta e com a cabeça no travesseiro. Nem vi Justin sair do quarto. Sorri sozinha com as lembranças da madrugada. Finalmente havia conseguido demonstrar que eu também o amo. 
As semanas se passaram, fizemos mais alguns shows em várias cidades, incluindo o mais importante no Madison Square Garden em New York. Eu e Justin estávamos mais amigos do que nunca, andávamos sempre juntos. Eu ficava tentando provocá-lo, não sei, uma tentativa de fazê-lo esquecer de todo o lance da promessa e me querer. Estava dando relativamente certo, já que às vezes eu o pegava me olhando de um jeito diferente. 
Enfim, voltamos para Miami, e como combinado antes, eu iria ficar na casa de Pattie e Justin. Chegando lá, eles me guiaram pela sala e pelo corredor.
- Aqui é o quarto de hóspedes, seu quarto agora. – Pattie disse. 
- Meu Deus! É lindo! Obrigada de verdade a vocês dois, por me receberem na casa de vocês. Não têm noção o quão grata eu sou por isso! 
- Nós não podíamos te deixar sozinha em um hotel qualquer. Mesmo eu não achando certo você brigar com sua mãe e sair do nada de casa. Não gostaria que fosse comigo. – Pattie disse, olhando para Justin com a última frase.
- Mas vi que a relação de mãe e filho de vocês dois é ótima, a minha com a minha mãe começou a decair a partir do momento que ela começou a viajar demais e eu passei a praticamente morar sozinha. 
- Entendo.
- Enfim, se vocês não se importam, não quero mais falar sobre isso, esse assunto me deixa um pouco pra baixo. Vocês não querem me ver chorando por aí, por favor. 
- Chega de te ver chorando. – Justin abriu a boca pela primeira vez desde que entramos em casa. Abri um sorriso para ele, que retribuiu e em seguida fez o favor de colocar as minhas malas para dentro do quarto, quebrando o contato visual. 
Pattie deu uma risadinha.
- Eu gostaria de fazer algo como agradecimento. – eu disse. 
- Imagina! Não precisa fazer nada!
- É simples, não chega nem aos pés do que estão fazendo por mim, mas vou fazer o jantar hoje, posso?
- Se é assim, a cozinha é toda sua.
- Ouvi dizer que alguém gosta de spaghetti... – disse olhando para Justin.
- Tá brincando? É minha comida favorita.
- Te garanto que vou fazer o melhor spaghetti que vocês já comeram na vida.
- Vamos ver se supera o de Stratford.
- Prometo que supera. 
- Justin, vá tomar banho. – Pattie mandou e ele obedeceu com um sorrisinho, entrando na próxima porta no corredor. – Bom Blair, tem tudo que você precisa no banheiro, na cozinha também. A casa também é sua agora. 
- Obrigada. – agradeci e a abracei. 
Pattie foi para seu quarto e eu entrei no meu novo quarto, explorando o local e ficando por alguns minutos sentada no banco perto da janela, olhando a vista para o mar
Depois fui tomar banho e fiquei arrumando algumas de minhas coisas. Quando vi, já era hora de começar a fazer o jantar que havia prometido. Chegando à cozinha, tomei a liberdade de procurar nos armários as coisas que eu precisava. Achei tudo e comecei a descascar os tomates. 
- Quer ajuda? – deixei a faca cair quando ouvi sua voz bem perto de mim. Virei para trás e ele estava ali parado, encostado no balcão central da cozinha, sem camisa e apenas com uma calça de moletom amarela. 
Pisquei diversas vezes para parar de olhar pra ele e o vi rindo. 
- Er... só se você souber descascar tomates. 
- Eu não sei, mas você podia me ensinar. – ele disse, chegando mais perto de mim e do balcão onde eu descascava os tomates. É, pelo visto agora era a vez dele de me provocar, como eu venho feito há semanas. 
Ele pegou uma faca e uma das frutas, jogando-a para cima. Eu fiquei por trás dele e posicionei a sua mão com a faca no tomate da maneira certa. Ele conseguiu descascar uma parte.
- Vai devagar, é mole, não precisa de força. – eu disse e peguei um outro para mostrar pra ele. 
- Ai! – ele gritou, após alguns segundos de sucesso. Olhei para seu dedo e vi o sangue escorrendo. 
- Justin! – peguei em sua mão e coloquei embaixo da água. – Você não nasceu pra isso. – ele riu. – E ainda ri! Onde tem algo para eu fazer um curativo nesse corte?
- Ali no armário do balcão tem uma maleta de primeiros socorros. – fui até lá e peguei a maletinha branca. Ele desligou a água da torneira e secou a mão, que ainda sangrava.
- Senta aí no balcão. – mandei e ele usou a mão boa para apoiar e sentar onde falei. Segurei sua mão e olhei o corte. – Foi meio fundo, melhor só eu descascar os tomates de agora em diante. Vai arder. – passei um remédio para limpar o corte.
- Ai!
- Eu disse que ia arder, deixa de ser chorão. 
- Valeu durona, não é você que tá com um corte enorme no dedo. 
- É, alguém tem que saber descascar algo. – respondi e continuei fazendo o curativo, passando uma pomada e enrolando com gaze, prendendo com um pedaço de esparadrapo. – Pronto. 
- Obrigado. – ele agradeceu e só aí eu percebi que estava entre as suas pernas. Saí dali imediatamente e fui guardando as coisas de volta na maletinha. – Droga, tá doendo. – ele reclamou, segurando o dedo. 
- Vai sarar. – eu peguei em sua mão e dei um beijo no curativo. – Pronto, sarou. – soltei sua mão e nós dois caímos na risada. 

Voltei a fazer o macarrão e Justin continuou me ajudando, pegando as coisas de que eu precisava e arrumando a mesa. Ficou pronto e ele chamou a sua mãe, coloquei a refeição em duas tigelas e levei à mesa.
(...)
- Está bom mesmo! Onde aprendeu a cozinhar assim? – Pattie perguntou.
- Morar sozinha tem suas vantagens, se eu não aprendesse a cozinhar viveria de miojo e lasanha congelada. 
- Me rendo, tá melhor que o de Stratford. – Justin disse, servindo o segundo prato.
- Eu disse! – me gabei. 

tenho uma notícia boa e uma ruim pra vocês.
a boa é que o beijo blustin está cada vez mais perto.
a má é que eu vou viajar e vou ficar sem postar até quarta da semana que vem, não me matem!!!
enfim marquem o oi eu li e comentem, bjs lau @benzodrauhl

domingo, 9 de dezembro de 2012

Catching Feelings - CAPÍTULO 24

- É um vídeo muito engraçado! Aqui, coloca o fone. – ele tirou um dos fones da orelha e olhou em meus olhos enquanto colocava uma mecha de meu cabelo para trás da orelha para colocar o fone em mim. Sorri instantaneamente. Logo quebramos aquele contato visual e dirigimos nossas atenções à tela do computador. 

(...)
Quando chegamos à Atlanta, nossa atenção foi tomada por visitas a rádios locais e entrevistas a revistas, depois jantamos em uma lanchonete. Ficamos até nove da noite nisso tudo, que foi quando fizemos o check-in no hotel. O último andar foi fechado para toda a equipe e o quarto era normal, como todos os outros. Exceto por um detalhe: não havia uma varanda, e sim uma pequena escada que dava em um terraço ao qual todos os hóspedes do último andar tinham acesso pelos seus quartos. Nesse terraço, havia bancos de madeira no meio de várias plantas e flores, tudo isso com uma ótima vista da cidade. Após ver como era, entrei e tomei um banho quente e relaxante, coloquei meu pijama e adentrei o aconchego que as várias cobertas formavam.
Fiquei me revirando na cama por algumas horas, e quando vi que não conseguiria pregar os olhos, eram 2 da manhã. Me sentei, olhando para a escuridão lá fora pela porta do terraço. Levantei, vesti o primeiro moletom que vi pela frente – que por um acaso era aquele moletom cinza de Justin – e uma pantufa. Peguei meu caderno de músicas, um lápis e o meu violão, e saí para o terraço. Fiquei sentada em um dos bancos de madeira, olhando para as luzes da cidade, parecia bem movimentado. Depois meus pensamentos passaram por minha mãe e por fim pararam em Justin, aquele que nunca sai da minha cabeça. E nem do meu coração. 
Comecei a ter ideias para uma nova música, escrevi alguns versos, toquei no violão algumas coisas e após vários minutos eu tinha uma música pronta. Ela mostrava meus sentimentos por ele, acho que tudo que eu não conseguia dizer em palavras estava ali, em uma música. Talvez precisasse de alguns ajustes, talvez até mudar o instrumento para piano quem sabe, mas tudo que eu tinha agora era um lápis e um violão, então é isso. Comecei a cantar não muito alto – afinal eu não queria acordar ninguém, já que estava no meio da madrugada – só eu e quem estivesse aqui fora conseguiria ouvir, ou seja só eu mesma, porque estava sozinha. 
POV JUSTIN
Não preguei os olhos a noite inteira. Olhei no relógio da mesa de cabeceira: 3 da manhã. Não é possível. Eu ia estar um caco amanhã, e mesmo com todo o cansaço acumulado eu não conseguia dormir, pois minha mente insistia em recapitular cenas em que Blair estava presente. Em outras palavras, eu não conseguia parar de pensar nela nem por um segundo. 
Em meio aos meus devaneios, escutei um barulho de violão e uma voz baixa cantarolando algo. Levantei, calcei meu chinelo e saí devagar no terraço para ver o que e quem era, embora eu já imaginasse. 
Constatei o que eu imaginava, Blair estava ali, no meio da madrugada, tocando violão e cantando alguma música que eu desconhecia. Me escondi atrás de alguns vasos de plantas e fiquei a olhando por um espaço entre os galhos, não queria que ela me visse ali e parasse de cantar
Everybody needs inspiration
Everybody needs a song
A beautiful melody when the night's so long
'Cause there is no guarantee that this life is easy

Yeah, when my world is falling apart
When there's no light to break up the dark
That's when I, I, I look at you

When the waves are flooding the shore
And I can't find my way home anymore
That's when I, I, I look at you

When I look at you, I see forgiveness, I see the truth
You love me for who I am like the stars hold the moon
Right there where they belong
And I know I'm not alone

Yeah, when my world is falling apart
When there's no light to break up the dark
That's when I, I, I look at you

When the waves are flooding the shore
And I can't find my way home anymore
That's when I, I, I look at you

You appear just like a dream to me
Just like kaleidoscope colors that prove to me
All I need, every breath that I breathe
Don't ya know, you're beautiful

Yeah, yeah

When the waves are flooding the shore
And I can't find my way home anymore
That's when I, I, I look at you
I look at you

Yeah, yeah, oh, oh
You appear just like a dream to me


Everybody needs a song
A beautiful melody when the night's so long
'Cause there is no guarantee that this life is easy

Yeah, when my world is falling apart
When there's no light to break up the dark
That's when I, I, I look at you

When the waves are flooding the shore
And I can't find my way home anymore
That's when I, I, I look at you

When I look at you, I see forgiveness, I see the truth
You love me for who I am like the stars hold the moon
Right there where they belong
And I know I'm not alone

Yeah, when my world is falling apart
When there's no light to break up the dark
That's when I, I, I look at you

When the waves are flooding the shore
And I can't find my way home anymore
That's when I, I, I look at you

You appear just like a dream to me
Just like kaleidoscope colors that prove to me
All I need, every breath that I breathe
Don't ya know, you're beautiful

Yeah, yeah

When the waves are flooding the shore
And I can't find my way home anymore
That's when I, I, I look at you
I look at you

Yeah, yeah, oh, oh
You appear just like a dream to me
Quando ela acabou de cantar fiquei meio sem chão, sem saber o que fazer. É claro que eu havia entendido o significado da música. Fico pensando, será que se ela tivesse percebido todos esse sentimentos antes e não tivesse terminado comigo aquele dia na fonte, seria a mesma coisa? Ela estaria cantando essa música maravilhosa no meio da madrugada no terraço de um hotel? Acho que não, porque nada nos faria pensar nos sentimentos como um término. Calma, ela está chorando?
Saí correndo de trás do vaso, cheguei até ela e tirei o violão e os papéis de seu colo, sentando ao seu lado. Limpei as suas lágrimas e a abracei de lado. Ela retribuiu o abraço e recostou sua cabeça em meu peito, parando de chorar. Olhou para cima, encontrou meus olhos e abriu um sorriso tímido, porém lindo. Sorri e depositei um beijo em sua testa, bagunçando sua franja com uma de minhas mãos. Ela me mostrou a língua e deitou em meu ombro. Ficamos ali olhando as luzes da cidade por mais alguns minutos, num silêncio que só nós dois éramos capazes de entender. 
POV BLAIR
- Tá tarde, 4 da manhã. Não quer tentar dormir um pouco? Nós temos show amanhã. – Justin disse, com o queixo apoiado em cima de minha cabeça e as mãos apoiadas em meus ombros. 
- Não tenho certeza se vou conseguir pregar os olhos. Mas... ok. – concordei, mas eu só conseguiria dormir em uma circunstância: o Justin ficar lá comigo até eu cair no sono, como na noite passada. 
Nós nos levantamos do banco e ele pegou meu violão enquanto eu pegava o caderno no chão e o lápis que havia caído do outro lado. Justin me abraçou de lado e nós andamos até a porta do meu quarto. Ele parou, me entregando meu violão para que eu entrasse, mas eu pensei em um modo de fazê-lo entrar. Saí correndo descendo a escada e me joguei na minha cama, o deixando lá segurando o violão. Ele riu e acabou entrando, deixando o violão na poltrona ao lado da escada e caminhando até mim.
Ele me fitou e disse:
- Belo moletom. – apontou para o moletom dele que eu estava usando.
- Bela cueca. – apontei para sua cueca samba canção do bob esponja. 
- Só não vai roubar a cueca também pra você, ok? – ele riu. 
- Ah, é, eu devia ter te devolvido. – disse, me preparando para tirar o moletom.  
- Não precisa devolver. Fica melhor em você. – ele disse com um sorriso e me impediu de tirá-lo. Apenas sorri em resposta e bati na ponta da cama para que ele se sentasse ao meu lado. Ele o fez e eu me deitei em seu colo.
- Não queria ficar sozinha. – murmurei, enquanto ele me fazia carinho puxando mechas de meu cabelo. 
- Eu fico aqui até você dormir. – ele disse, soltando uma risadinha. 
Após alguns minutos de silêncio, decidi tirar uma dúvida que palpitava em minha mente.
- Biebs. – não era pra chamá-lo do apelido que dei quando começamos a namorar, mas saiu sem querer e o vi sorrir quando me virei para falar olhando em seus olhos. – Você sabe que... que aquela música era sobre você, sobre nós, não é? 
- Na verdade eu não tinha total certeza. – me sentei de frente pra ele quando ouvi essa resposta. 
- Você tá mentindo. Óbvio que sabia. – declarei após analisar seus olhos. 
- Culpado. É, eu sabia. A letra se encaixa. A música é linda, por sinal. 
- Obrigada, eu acho. – sorri, o que o fez abrir um sorriso lindo. – Justin... – comecei a me aproximar, pronta para beijá-lo, mas ele me parou colocando as duas mãos em meu rosto.
- Não Blair. Não posso te beijar. Não até eu te conquistar por inteiro. Eu prometi pra você e pra mim mesmo. 
- Mas você já me conquistou. 
- Não. Quero que as coisas aconteçam devagar, da última vez aconteceu meio rápido e não deu certo. 
- Entendi. Eu te fiz sofrer, você quer pensar. 
- Não é isso. 
- É sim.
- Deixa de ser teimosa e acredita em mim. Eu vou te conquistar, direito. Não vai ser por impulso. 
- Ok. – me rendi.
- Deita aqui, dorme. – ele bateu em seu colo e eu me deitei. – Boa noite. – ele voltou com os carinhos e eu caí no sono. 

puro orgulho esse justin hahahaha a música se encaixa direitinho né? espero que vocês tenham lido a letra e tal porque eu coloquei aí pra isso.
enfim, marquem o oi eu li e comentem o que acharam pq gostei muito de escrever esse capítulo e quero MUITO saber a opinião de vocês, seja por aqui ou pelo twitter @benzodrauhl 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Catching Feelings - CAPÍTULO 23

to demorando mas to escrevendo


- Então estamos resolvidos. Agora vá dormir porque amanhã já vamos para Atlanta. – Scooter disse, me dando um abraço.
- Obrigada, aos dois. – eu disse, me levantando e abraçando os dois. – Boa noite! 
Saí do quarto de Scooter bem melhor do que tinha entrado. Com o tempo eu ia esquecer essa mágoa em relação à minha mãe e tudo ia ficar bem. Entrei no meu quarto, lavei meu rosto e vesti um shorts e uma blusa de pijama, sem me preocupar com o frio já que eu já ia deitar na cama com milhares de cobertas. Quando acabei de escovar meus dentes, vi meu celular vibrar e acender na cama. Atendi sem olhar quem era.
- Filha. – disse a voz feminina assim que eu atendi.
- Pensei que eu tinha dito para não me procurar e me ligar.
- Mas...
- Não me procure e não me ligue! – repeti e desliguei a ligação, jogando o celular na cama, fazendo-o quicar com a força que tinha colocado no arremesso. 
A raiva que eu havia esquecido há alguns minutos voltou e as lágrimas começaram a sair dos meus olhos, como sempre acontecia quando eu ficava com raiva. Segurei a minha franja que estava grudando em meu rosto colocando-a para trás com os dedos em forma de pente e fui escorregando até ficar sentada no chão. 
Me assustei com um barulho vindo da varanda, parecia alguém pulando. Logo esse alguém bateu no vidro e após olhar mais um pouco, reconheci o vulto por trás da cortina. Justin.
Ao mesmo tempo que fiquei com receio de ir até lá, a minha vontade de sentir seu abraço só aumentava. Me levantei um pouco desequilibrada e abri a porta de vidro que separava a varanda do quarto.
É, ele estava mesmo ali, me olhando nos olhos como sempre fazia. Ele me puxou pela mão e me abraçou, limpando as minhas lágrimas.
- O que aconteceu? – perguntou, enquanto eu retribuía seu abraço apertado e voltava a chorar involuntariamente. Ele limpou minhas lágrimas e perguntou de novo. – O que aconteceu?
- Eu briguei feio com minha mãe. Por isso voltei mais cedo de Miami. Saí de casa. Eu já tava bem aí toda vez que lembro me dá vontade de chorar.
- Não chora. – ele limpou minhas infinitas lágrimas pela terceira vez. – Vem aqui. – me abraçou de novo. – Eu não sei o que dizer. – ele disse com um suspiro. 
- Não diz nada, só fica aqui comigo. 
- Isso eu posso fazer. – deu um beijo no alto de minha cabeça e continuou abraçado comigo. – Você tá gelada, tá com frio? – ele perguntou e eu assenti. 
Ele separou o abraço e tirou seu moletom cinza, o vestindo em mim. 
- Pronto. – sorriu.
- Obrigada. 
Ficamos sentados no chão da varanda, em total silêncio. Ele me puxou para me encostar nele e ficou abraçado comigo enquanto eu pensava em tudo. Outra vez. Agora estava pensando mais nele do que na minha mãe. Eu precisava que ele fosse meu novamente. Precisava consertar a besteira que eu havia feito. Mas acho que tudo tinha que ser devagar, eu tinha que ser paciente. 
POV JUSTIN
Fiquei abraçado com ela na varanda, os dois em total silêncio. Eu estava pensando em nós dois. No que eu poderia fazer para conquistá-la, pra ela esquecer do passado e ficar comigo. Só comigo. 
- Tá tarde, quer entrar? – eu disse, por fim. Não ouvi resposta, olhei pra ela e vi que seus olhos estavam fechados. Ela havia caído no sono ali mesmo, no meu colo, no chão da varanda. Pior que eu não tinha como levantar para pegar ela no colo sem acordá-la. – Blair? – chamei, passando os dedos pelo seu rosto. 
- Oi? Eu dormi aqui? – ela disse confusa quando acordou e eu assenti, rindo. – Melhor eu entrar. 
Ela se levantou e eu me levantei em seguida, indo com ela até a porta da varanda que dava para o quarto. 
 - Boa noite. Fica bem tá? – disse, quando ela entrou. Antes de responder, ela me puxou pela mão para dentro do quarto e se deitou na cama, me puxando para me sentar ao lado de sua cabeça. 
- Fica aqui comigo até eu dormir? – ela pediu com uma voz manhosa.
Eu apenas sorri e apoiei a sua cabeça em meu colo, fazendo carinho em seus cabelos para que ela dormisse. 
Alguns minutos depois vi que ela já estava em um sono relativamente pesado, e saí com cuidado debaixo dela, apoiando sua cabeça no travesseiro e dando um beijo em sua testa. 
- Eu vou te conquistar. Sonha com isso, vai virar realidade. – sussurrei em um tom que só eu poderia ouvir, e ela também não escutaria já que estava dormindo. Saí do quarto e pulei novamente a parede da varanda que dava para a varanda do meu quarto. Fui dormir pensando no próximo passo para conquistar a minha garota. 
POV BLAIR
Quando acordei me lembrei de que Justin havia realmente ficado aqui até eu dormir, já que não o vi sair. Sorri instantaneamente com a lembrança. Antes eu achei que ia chegar aqui e não ia o ter para me consolar pelo fato de eu ter terminado com ele, mas ele me procurou, se preocupou comigo. Esse garoto é mais especial do que eu jamais pensei que seria. Olhei para o que eu estava vestindo e vi o moletom cinza que ele havia me emprestado. Senti o cheiro do perfume dele que aquele moletom exalava. Guardei com carinho em uma de minhas malas. 
Me arrumei para o que estivesse por vir quando chegássemos à Atlanta e fechei todas as minhas malas. O mensageiro do hotel levou tudo pro ônibus e eu desci para tomar café da manhã. Quando cheguei no restaurante, procurei por alguém conhecido para sentar junto e logo avistei Justin e Pattie numa mesa ao canto. Fui até lá.
- Bom dia! – exclamei.
- Bom dia querida! Senta com a gente. – Pattie disse e eu me sentei na cadeira vaga ao lado dela, de frente para o Justin.
- Bom dia, está melhor? – Justin perguntou.
POV JUSTIN 
- To sim, graças a você. Obrigada. – ela disse, com um sorriso enorme no rosto.
- Era o mínimo que eu podia fazer. – sorri de volta. 
- Vou pegar algo para comer. – ela se levantou e foi em direção ao buffet.
- Como assim “graças a você”? – minha mãe perguntou quando Blair já estava longe. 
- Vocês não me deixaram entrar no quarto àquela hora e eu precisava saber o que tinha acontecido pra ela chorar daquele jeito. – tomei um gole do meu leite. - Então eu fui até o quarto dela. 
- E ela deixou você entrar?
- Na verdade eu pulei a varanda e bati na porta de vidro.
- Justin! Isso é invasão da privacidade dela! Enlouqueceu?
- Você não ouviu ela dizendo que eu a ajudei? Então não tem problema.
- Vocês voltaram? – ela perguntou em um tom esperançoso. 
- Não. Eu fui lá como o amigo que ela tava precisando. 
- Awnn meu filhote tá crescendo! – ela apertou minha bochecha.
- Para mãe! Shh ela tá voltando. – eu disse, retomando minha refeição.
(...)
Após o café da manhã, entramos no ônibus e fomos para a próxima parada da tour: Atlanta, Georgia.
POV BLAIR
No ônibus, liguei para Ashley.
- Cara, não acredito que você ainda tá dormindo. – eu disse quando ela atendeu com voz de sono.
- São 11 horas da manhã do meu último dia de férias e você queria que eu estivesse fazendo o que? Pulando corda na praia? 
- Já acorda engraçada.
- Ha-ha-há – ela riu sarcasticamente. 
- Depois preciso de contar umas coisas. – eu ia contar sobre Justin, ontem etc, mas ele estava perto.
- Hmm... deve ter gente perto pra você não contar agora né? Enfim, você está melhor?
- Bem melhor! 
- Que bom meu amor! – ela respondeu e vi Ryan se aproximar.
- Tá falando com a Ash? – ele me perguntou. 
- To, quer falar? – respondi com outra pergunta e ele assentiu. 
- Ash, vou passar o telefone pro seu namorado querido, só não sujem meu celular de mel. 
- Haha engraçadinha! Passa logo. Beijo. – mandei um beijo pra ela e dei o celular a Ryan, que foi pra outro canto do ônibus com ele. 
Vi Justin no outro banco rindo de algo que via no notebook e resolvi ir até lá.
- Você tá rindo tanto que fiquei curiosa. – disse, sentando ao seu lado. 
- É um vídeo muito engraçado! Aqui, coloca o fone. – ele tirou um dos fones da orelha e olhou em meus olhos enquanto colocava uma mecha de meu cabelo para trás da orelha para colocar o fone em mim. Sorri instantaneamente. Logo quebramos aquele contato visual e dirigimos nossas atenções à tela do computador. 

blair e justin com uns momentos fofos sempre. espero que tenham gostado, marquem o oi eu li e comentem bjs @benzodrauhl

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Catching Feelings - CAPÍTULO 22

cara ainda to arrasada por ter perdido meu pendrive e estar tendo que reescrever tudo de novo. mas de pouquinho em pouquinho to escrevendo, consegui escrever esse capítulo, aproveitem :)


- Eu preciso ir. Te amo Ash, a gente se fala. Todos os dias! – ri. 
- Te amo amorzinho. – ela disse, também rindo e me dando mais um abraço apertado. – Boa sorte. 
(...)
Fui andando até a minha casa, a distância era mínima. Quando cheguei ao prédio, subi de elevador até o 8° andar e abri a porta com minhas chaves. Tive a visão que eu mais temia. A minha mãe – 37 anos, diga-se de passagem – com um cara que aparentava uns 15 anos a menos, em cima dela. Fiquei intacta olhando a cena e entrei em casa batendo o salto do meu sapato no chão de madeira. Quando ouviram o barulho e viram que era eu, minha mãe pulou no sofá e pegou a sua blusa para vestir – sim ela estava sem essa peça de roupa. Nojento.
- Então é isso? Você me chamou aqui pra ver essa ceninha escrota no sofá da nossa casa? – eu disse em um tom firme. – Ou melhor, SUA CASA. Porque eu to saindo daqui agora. – eu gritei, apontando pra ela e fui correndo até o meu quarto, me trancando lá dentro.
Me sentei na cama e desatei a chorar. Eu estava sim com um pressentimento ruim de vir até aqui e encontrar com a minha mãe, mas não sabia que seria TÃO ruim. Limpei as lágrimas e peguei duas malas grandes que guardava no sobrearmário, começando a colocar todas as roupas, sapatos e acessórios que restavam no meu armário em uma delas, sem me importar em dobrar nada. Na outra, fui colocando as coisas do banheiro e alguns poucos itens de decoração que levaria, como porta-retratos. Enquanto acabava de arrumar, ouvi batidas na porta.
- Filha?
- Não me chama assim! – gritei.
- Blair, abre essa porta, vamos conversar.
- Não to afim de conversar. Vai lá com seu próximo marido. – falei sem nem medir as palavras que saíam da minha boca.
Ela não tentou mais. Acabei de arrumar minhas coisas, fechei as duas malas e olhei uma última vez para meu quarto.
Eu não pretendia voltar. A menos que minha mãe saísse, claro. Eu já estava no limite com ela, bastou essa gota que fez tudo transbordar. Fui em direção à porta, empurrando uma mala e puxando a outra, passando pela sala e vendo minha mãe chorando no sofá, com o tal de Peter consolando-a. 
- Blair. Filha. Fica. – ela disse pausadamente entre o choro.
- Não.
- Mas pra onde você vai? Aqui é sua casa. Você só tem 17 anos! Não pode tomar uma decisão assim.
- Pelo que eu vi, não sou eu que to agindo como uma adolescente aqui. Pelo contrário, eu trabalho, já tenho dinheiro o suficiente para me sustentar, para continuar construindo a vida que eu já comecei a construir desde que você decidiu parar de ser minha mãe e dar a volta pelo mundo com seus 500 namorados. Aí eu aceito vir até aqui, conversar com você, conhecer seu... futuro marido. – falei com repulsa. – E você faz uma merda dessas. Eu to cansada mãe, to cansada disso, de me preocupar com esse tipo de problema. Prefiro ter meus próprios problemas que, aliás, já são vários, do que ter que tomar os seus. Não fica me procurando, não fica me ligando. Eu vou continuar a minha turnê e depois arrumar um lugar pra morar não vai ser difícil. Eu vou estar bem. Aproveitem a vida de vocês. Sem mim. Tchau. – disse tudo sem ao menos respirar direito, segurei o choro e me virei indo para a porta de casa, sem olhar para trás. 
Por sorte o elevador ainda estava no andar e eu entrei direto. Peguei o meu celular imediatamente e liguei para a primeira pessoa que veio à minha cabeça: Ashley.
- Ash. – disse com um suspiro, assim que ela atendeu.
- Que voz é essa? Aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu tudo. Posso ir pra sua casa?
- Pode! Vem logo, Blair! – ela parecia preocupada. Eu desliguei a ligação e saí de meu prédio, andando até o dela com as minhas malas. Só espero que não tenha nenhum paparazzi. É o que eu menos preciso no momento.
O porteiro me deixou entrar imediatamente e eu subi até o 12° andar, dando de cara com Ashley na porta do elevador. 
- O que houve? – ela me deu um abraço apertado e eu não pude conter o choro em seu ombro.
Ela me puxou até seu quarto e sua irmã, vendo meu estado, puxou minhas malas até a sala, fazendo um cafuné rápido em minha cabeça enquanto eu passava abraçada à Ashley. 
- O que aconteceu Blair? – ela perguntou novamente, me separando de seu abraço e olhando com aqueles grandes olhos azuis para mim. 
- Minha mãe. Eu entrei em casa e ela estava se pegando com um cara uns 15 anos mais novo que ela. Não dá Ash, ela nunca vai mudar. Eu estou crescendo e amadurecendo e ela ficou presa na adolescência! Até eu sou mais adulta que minha mãe, e olha que eu só tenho 17 anos!
- Ah meu amor! Fica calma.
- Eu to calma. Eu saí de casa. Tudo vai se ajeitar. Eu já tava quase explodindo há muito tempo, você sabe. Essa foi a faísca que faltava. 
- Eu sei. Sei bem como você tava em relação a isso. Agora tudo vai ficar bem, não é?
- Espero que sim. Só não sei onde eu vou morar quando a turnê acabar.
- Aqui. – ela falou sem pensar. - Calma, minha mãe é amiga da sua. É, a gente vai arrumar um lugar pra você morar, relaxa. Tá com fome?
- Aham. Muita. 
(...)
Nós comemos e quando olhei no relógio, eram quase 2 da manhã. 
- Melhor eu voltar pra Orlando. – disse.
- Não quer dormir aqui hoje? Você deve estar exausta.
- Nem to tão cansada assim. Mais fácil eu voltar agora do que voltar amanhã de manhã. Que eu saiba, nós já vamos para Atlanta na hora do almoço.
- Ok, eu te levo até o hotel pra você pegar o helicóptero. 
Ela pegou a chave do carro de sua irmã e me levou até lá. Nos despedimos novamente e eu a fiz prometer de novo que ia me visitar algum fim de semana antes de eu voltar para Miami. 
Entrei no helicóptero que estava ali à minha disposição e na meia hora até Orlando, fiquei pensando em tudo que havia acontecido, chorando, e por fim pensando em Justin. Se eu não tivesse estragado tudo entre nós, pelo menos teria alguém para me abraçar e me consolar enquanto eu choro. Mas não, eu tive que ser a ridícula presa no passado. Eu sou uma merda mesmo.
Pousei no nosso hotel em Orlando. As minhas duas malas adicionais foram levadas direto para o meu quarto e eu me toquei que deveria contar para Scooter tudo que aconteceu. Já que não estava com um pingo de sono, decidi ir ver se ele estava acordado.
Quando cheguei à porta de seu quarto, ouvi vozes, uma era a de Scooter e a outra era feminina. Bati na porta e enquanto ele não atendia fui ver meu reflexo no espelho na parede ao lado. Eu estava horrível. Meu rosto estava inchado, maquiagem borrada... é, quem liga?
Scooter abriu a porta.
- Blair? O que faz aqui essa hora? Por que voltou tão cedo de Miami?
- Porque... eu preciso falar com você. É uma hora ruim? – perguntei. Minha voz mal saía, talvez por causa dos sucessivos minutos de choro dentro do helicóptero.
- O que aconteceu? Você está bem? – ele me puxou para entrar em seu quarto e fechou a porta. 
Quando entrei, vi que a segunda voz era Pattie, que quando viu minha cara de choro veio direto me abraçar. Incrível como uma mulher que eu conheço há poucos meses pode ser mais mãe pra mim do que a minha própria mãe. Retribuí o abraço e me sentei no sofá ao lado de Pattie.
Bateram na porta e Scooter foi atender.
- Mãe? – reconheci a voz desde a primeira letra pronunciada. – Pera, é a Blair ali? 
- Justin, agora não. Volta pro seu quarto.
- Ela tá chorando?
- Vai Justin, depois a gente conversa. – Scooter disse e fechou a porta na cara de Justin, que tentou entrar. 
- Ele se preocupa com você. – Pattie murmurou, com um sorriso, de alguma forma arrancando um sorriso do meu rosto em meio ao choro. 
- O que aconteceu Blair? – Scooter perguntou quando voltou.
- Eu briguei com minha mãe. Dessa vez foi feio. Trouxe minhas coisas e não volto mais para aquela casa. 
- Mas Blair, você só tem 17 anos, não pode sair de casa assim.  – Scooter disse.
- Ficar lá não dá mais. Não com ela sob o mesmo teto. Prefiro morar debaixo da ponte.
-Mas onde você vai morar quando voltarmos de turnê? – ele perguntou.
- Em um hotel, sei lá. Vai ser horrível voltar a morar sozinha depois desse tempo em turnê com todo mundo junto, mas é melhor que voltar pra casa. 
- Comigo. Você vai morar comigo. Tem um quarto de hóspedes lá em casa, é seu. – Pattie disse, quando viu a minha dúvida na resposta para a pergunta de Scooter. 
- Mas... 
- Sem “mas”.
- Mas não seria estranho eu morar na mesma casa que o Justin?
- Não, ele vai adorar a ideia. 
- Mas Pattie... a gente terminou. 
- Até lá se vocês não tiverem se acertado, com certeza serão amigos. O Justin não é do tipo que fica longe das pessoas que ele gosta. – sorri com o que ela disse. Eu com certeza queria me acertar com ele, só precisava pensar em ótimos motivos pra ele me perdoar.
- Tudo bem. Eu me rendo. Tava odiando a ideia de ir morar em um hotel.
- Então estamos resolvidos. Agora vá dormir porque amanhã já vamos para Atlanta. – Scooter disse, me dando um abraço.
- Obrigada, aos dois. – eu disse, me levantando e abraçando os dois. – Boa noite! 

tentei fazer essa capítulo relativamente grande, mas olha, não vou me apressar pra escrever, quero fazer tudo com calma. e aí o que acharam da briga com a mãe? blair tá cada vez com mais problemas, né?  
marquem o oi eu li e comentem o que acharam!!! @benzodrauhl

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ATENÇÃO!!!!!!!!

Vocês vão rir MUITO de mim, mas preciso falar uma coisa que aconteceu (algumas ja sabem pq eu contei no twitter) MAS:
O MEU PENDRIVE com todas as fics salvas - sim eu só salvava lá pq as vezes eu to no pc e as vezes no net então é mais fácil - CAIU DA JANELA. SIM CAIU DA JANELA
eu tava la de boas no quarto com o pendrive na mão pq eu ia escrever aí eu ouvi umas buzinas e fui na varanda ver o que era e quando eu debrucei ele caiu da minha mão FIM aí eu fui lá embaixo várias vezes e não achei.
eu tinha catching feelings escrita até o final, mais 9 paginas de outra fic e mais 2 paginas de outra. ou seja PERDI TUDO
ou seja vou ter que reescrever tudo da parte que parei aqui, FUDEU
então sejam fofinhas e pacientes que agora eu to de férias e vou escrever, mas vou fazer tudo com calma pq quero que fique melhor do que tava antes.
enfim espero que vcs tenham gostado do design novo xD bjs

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Catching Feelings - CAPÍTULO 21

OI GENTE cheguei!!!! então não apareço desde sexta por motivos de: prova sábado, fuvest domingo, prova segunda e pra completar meu computador quebrou!!! ai to postando do netbook que tá uma bosta mas o que eu não faço por vocês né

- E foi assim que eu me tornei na pessoa mais depressiva do mundo. E o Pietro me procurou diversas vezes depois. O engraçado é que esse garoto mudou a minha vida. Ele fez eu me preocupar mais com a minha aparência, só para ficar bonita o suficiente para ele. Me ensinou praticamente tudo sobre violão que eu sei hoje. É o tema de praticamente todas as minhas letras de músicas. Ele significou tanto para mim e eu fui apenas uma aposta bonitinha e gostosa para ele. – eu dizia sem parar de chorar. 

- Ah B., como assim você nunca me contou? Talvez se eu soubesse antes... – pensou um pouco. - Na verdade, eu não saberia o que fazer. – ela disse e me puxou para um abraço.
- Ontem eu disse pro Justin. Claro que não contei a história toda, é vergonhoso demais. Só disse que me magoaram e que eu era incapaz de amar alguém do jeito que ele diz me amar. Não sei o que eu faço Ash. A última coisa que eu queria era magoá-lo, e foi a única coisa que eu fiz. O magoei tanto a ponto de ele ter dormido chorando na minha porta! Que tipo de monstro eu sou?
- Mas o que você sente pelo Justin?
- Antes eu não gostava dele, mas decidi dar uma chance por ele ser tão fofo comigo, você sabe, tudo que ele fez. Mas acho que comecei a gostar dele SIM, talvez até amá-lo, eu não sei.
- Talvez você o ame e não consiga confessar para si mesma com medo de que ele faça a mesma coisa que esse tal de Pietro fez.
- Será?
- Pela história que você acabou de contar... É o que eu acho.
- Pode ser. Mas agora eu já fiz a burrada e estraguei tudo. Ele ia me dar uma pulseira, escrito love. E ia dizer que me amava. Mas eu não deixei. Eu estraguei tudo.

- Nunca é tarde demais para consertar.
Começaram a bater na porta.
- Ashley, Blair! – era Ryan. Ashley foi abrir e assentiu para algumas coisas que ele falou, fechando a porta em seguida.
- B., vocês têm uma conferência de imprensa. Na verdade você tem 10 minutos para estar pronta, vai tomar banho, vou separar uma roupa pra você. – ela disse, me dando mais um abraço apertado enquanto me empurrava até o banheiro. – Tudo vai dar certo, eu prometo.
Tomei um banho realmente rápido, sem lavar o cabelo, pensando em tudo que Ashley havia me falado, acho que ela estava certa. Quando ela não estava certa? Saí e vesti a roupa que Ash havia separado, passei corretivo em minhas olheiras e bastante rímel para tentar levantar meu olhar. Fiquei pronta no horário, peguei uma lata de suco e um sanduíche natural no frigobar para não ficar de barriga vazia e fui comendo. 
O que eu mais temia aconteceu bem rápido: lá estava Justin, no saguão. Percebi a sua aparência abatida, tentei não olhar muito, eu não queria que nossos olhares se encontrassem. Fomos para a coletiva de imprensa e começou a sessão “finja que você está ótima”. Graças a Deus as perguntas na coletiva foram mais técnicas e Scooter respondia todas, não perguntaram nada sobe nossas vidas pessoais. Na verdade, acho que Scooter havia vetado esse tipo de pergunta. Ou era um milagre.
(...)
O show a noite foi sem graça, eu queria estar animada, mas não conseguia, tentava apenas continuar disfarçando que tudo estava bem sem desabar em lágrimas. Em Overboard o clima foi pesadíssimo, nós dois nos esforçamos para que nossos olhares não se encontrassem nenhuma vez, não sei o que aconteceria se não tivéssemos conseguido, que tipo de sentimentos viriam à tona ao encontrar aqueles olhos cor de mel que eu achava lindos. 
Depois do show, Ashley iria pegar um helicóptero de volta para Miami. Enquanto íamos de van até o hotel buscar as malas, todos estavam em um silêncio insuportável até que meu celular começou a tocar. Vi no visor o número da minha casa em Miami, só podia ser... a minha mãe. 
- Alô?
- Oi filha!
- O-oi mãe. – vi todos na van olharem para mim, com cara de preocupados. Como se já não bastassem os problemas na minha vida amorosa agora minha mãe também tinha que surgir para causar algum outro. Parece que problemas nunca são demais. 
- Onde você ta, filha? Queria te ver. 
- Em Orlando. – eu era fria com ela sem nem fazer força.
- Ah, você ta perto daqui. Eu to na nossa casa em Miami.
- Sim. Percebi pelo número. 
- Você pode vir até aqui? Tenho uma novidade para contar. Queria jantar com você.
 - Não sei. Que novidade?
- Eu... estou noiva. 
- NOIVA? 
- É. De Peter.
- Peter? Quem dos seus 500 últimos namorados é esse Peter? – eu perguntei, gritando ao telefone. Já estava chorando também. Droga, porque eu tinha que ser tão sensível? De repente todos da equipe já estavam em minha volta. 
- Filha, calma. Quero que você venha para Miami para conhecê-lo. E eu estou com saudades. – sim eu queria ir para Miami pra dar um tapa na cara da minha mãe por estar contando isso com tanta naturalidade. – Filha? 
- Que. – dei um sinal de vida do meu lado da linha. 
- Tem como você vir pra Miami agora? Só para um jantar! Por favor filha! – ela tava forçando a barra, mas... por que não? Dependendo do que acontecer, só digo uma coisa: ela não sabe do que eu posso ser capaz. 
- Vou perguntar. – tirei o celular da orelha, tampei o microfone e procurei Scooter no meio de todo mundo. – Scooter, posso ir pra Miami jantar com a minha mãe e volto pra cá amanhã de manhã? – perguntei. O show tinha sido bem cedo hoje então não estava tão em cima da hora para isso. Ele assentiu com a cabeça e sussurrou algo sobre eu ir de helicóptero junto com a Ashley. Voltei ao telefone com a minha mãe. – Eu to indo de helicóptero daqui a pouco, já já estou aí.  
- Vou pedir comida japonesa, ainda deve ser a sua favorita. – ela disse. Eu apenas ouvi e apertei o end.
Não me responsabilizo pelas minhas ações hoje. Estou preparada para o pior. Minha mãe acha que eu ainda sou a menininha de 10 anos que vai aceitar tudo que ela faz, ou pior, deixa de fazer? Tá muito enganada. 
Quando chegamos ao hotel, eu fui direto para o meu quarto, tomei um banho rápido, me vesti e coloquei algumas coisas essenciais – como carregador de celular – na pequena bolsa, eu tinha tudo que eu precisava em casa lá em Miami, então não precisaria levar nada, ainda mais para passar apenas uma noite. 
Quando passei em frente ao quarto de Justin no corredor, me arrepiei. Aquela sensação que eu não sabia descrever percorreu todo o meu corpo.
- Calma Blair, respira. Você ainda tem uma noite tensa. – pensei alto. 
- Falando sozinha, amorzinho? – Ashley falou saindo de seu quarto. 
- É que... – eu ia falar sobre Justin, mas logo vi Ryan saindo do quarto dela a ajudando com as malas. – Não é nada. Vamos? 
- Aham... – óbvio que eu não tinha a enganado com esse “nada”. Ela me conhece bem demais para isso.
Pegamos o elevador até o último andar – o terraço – onde era o heliponto. Nosso helicóptero já estava nos esperando. Fui andando até a porta e vi que Ashley não me acompanhava. Me virei e a vi com Ryan, provavelmente se despedindo. As mãos dele estavam em sua cintura, a segurando contra seu corpo e as mãos dela estavam no peito dele. Seus rostos à milímetros de distância e os dois sussurrando coisas um para o outro. Após alguns minutos disso por fim se beijaram e eu pude ler um “eu te amo” nos lábios de cada um. Óbvio que Justin veio à minha cabeça e uma lágrima brotou instantaneamente de meu olho, descendo por minha bochecha. 
- Por que o Deus do amor não facilita pro meu lado e me faz esquecer o passado pra poder viver o presente? – pensei alto novamente. Eu tenho que parar de fazer isso, antes que alguém me ouvisse.
Ashley veio caminhando até o helicóptero e eu pude ver de longe seus olhos brilhando. A abracei forte quando ela chegou na porta, estávamos chorando juntas por motivos diferentes, uma entendendo a outra. 
(...)
O voo até Miami foi de um pouco mais de meia hora, bem rápido. Pousamos no heliponto mais próximo de nossos prédios, em um hotel e pegamos um táxi até o prédio de Ash. Nos abraçamos.
 (...)
- Promete que vai me visitar na cidade que eu estiver em alguns fins de semana? – disse. – E o Ryan também né. 
- Prometo! E você me promete que vai ficar bem e vai superar isso tudo. E vai dar um jeito nessa história com o Justin. – ela disse me olhando nos olhos e eu hesitei por alguns segundos. – Promete B.! 
- Eu prometo! Vou tentar. Só não acho que ele vá me perdoar... e ainda não sei para o que preciso me preparar. 
- Você precisa se preparar para demonstrar o amor que você também sente por ele. Esse amor tá escondido aí em algum lugar desse coração enorme. – ela disse. Meu celular tocou e vi no visor o número de casa, minha mãe. Não atendi.
- Eu preciso ir. Te amo Ash, a gente se fala. Todos os dias! – ri. 
- Te amo amorzinho. – ela disse, também rindo e me dando mais um abraço apertado. – Boa sorte. 
(...)

tanran!!!! suspense!! o que vocês esperam do encontro dela com a mãe? paz ou turbulências? hahaha nao sei nao sei, enfim marquem o oi eu li e me falem o que acham :) 


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Catching Feelings - CAPÍTULO 20

Olha quem tá aqui!!! Amanhã eu tenho prova de química e sociologia e vim postar pra vocês às 22:30 da noite, sou muito legal mesmo fala serio!!! enfim:


Fiquei sentada na cama olhando pro nada, apenas pensando. Até que ouço uma voz feminina vindo do corredor. Ashley. 
- Justin? Justin, acorda! O que você está fazendo sentado aí? 
POV JUSTIN
Depois de vê-la correr de mim, não consegui prender o choro. Tentei escondê-lo para passar pelo saguão e subi de elevador. Quando cheguei, ela havia acabado de bater a porta do quarto. Apenas me sentei no chão encostado na sua porta e adormeci em meio ao meu choro, conseguindo ouvir os soluços dela ao longe.
Acordei com a voz de Ashley, me balançando pelo ombro.
- O que aconteceu? Por que você dormiu sentado aí? AH, não vai me dizer que vocês… - ela apontou para o quarto de Blair. Apenas assenti com a cabeça. - Vai pro seu quarto, fica calmo. - ela conhecendo a amiga já devia imaginar o que tinha acontecido e o porquê. Eu obedeci e me levantei, indo até o meu quarto em passos lentos.
POV BLAIR
Ele havia dormido na minha porta? Nunca eu imaginaria um garoto que dormisse na minha porta na noite em que eu terminei com ele. Continuei sentada em minha cama até que Ashley começou a bater na porta, sem parar.
- Blair! Abre essa porta! – toc toc toc.
- Já vai porra! – levantei na minha velocidade depressiva e abri a porta devagar, me certificando de que Justin não estava mais ali para ver meu estado. Ashley entrou rapidamente.
- O que raios aconteceu? – disse olhando para minha roupa amassada e minha maquiagem de ontem borrada. Comecei a chorar de novo e ela me abraçou. – Fala o que aconteceu pra eu poder te ajudar, meu amor!
- Eu e o Justin. Acabou Ash, acabou. 
- Pude perceber, porque ele estava dormindo na sua porta. 
- Ele estava realmente dormindo na minha porta?
- Sim... espero que você tenha um motivo realmente bom pra ter terminado com ele, nunca um cara dormiria na minha porta após um término.  
- Tá, eu sempre conto essa história picada, agora vou te contar direito, está pronta para ouvir?
- Sou toda ouvidos.
- Ano passado, eu estava no 3º ano e eu era meio... excluída na escola. Ser cheerleader não fazia meu tipo, eu não atuava bem para ser do clube de teatro e tudo que eu fazia era ficar na minha, escrevendo. Eu sempre gostei de escrever, desde histórias até músicas etc. Mas eu sofria bullying por isso, por me auto excluir desde o 8º ano. Eu gostava de ficar sozinha, só tinha uma amiga, que também era como eu. Era horrível, aquelas cheerleaders escrotas ficavam me xingando e dizendo que eu era estranha. Ás vezes eu até gostaria de jogar na cara delas o que eu me tornei, mas sou boa demais para isso. Enfim, voltando à história. Tinha um cara, Pietro, ele era o mais popular, mais bonito e mais desejável de toda a escola. Não tinha uma garota sequer que não queria que ele a notasse. Eu ficava o olhando no corredor, mas lógico que eu tinha a mínima noção de que ele nunca me notaria, eu era a excluída. Mas um certo dia, as coisas mudaram. Eu estava do lado de fora sentada em cima de uma mesa com a minha única amiga, Amanda. Ela estava me ensinando a tocar violão, eu estava tão distraída que nem o vi se aproximar. Sim, ele estava se aproximando de mim. Pietro. – me levantei da cama, inquieta ao lembrar da cena. 
Ashley continuou me olhando enquanto eu andava de um lado pro outro. Continuei lembrando: (n/a imaginem o Pietro tipo o Logan Lerman assim)
Flashback
Me arrepiei toda quando o vi se aproximar.
- Blair, não é? - Não sabia como ele sabia meu nome, mas estava impressionada.
- S-sim. – respondi, parando de tocar e sentindo as minhas bochechas arderem. 
- Você toca bem. – ele apontou para o violão. Incrivelmente lindo.
- Ah, eu só estou aprendendo. – disse sem graça. Amanda pegou o violão de meus braços e começou a dedilhar, acho que estava tão impressionada quanto eu e tentou se distrair para não demonstrar.
- Ah, queria saber se você queria sair comigo um dia desses. Eu posso te ensinar algumas músicas, toco desde pequeno. 
O QUE? Pietro Miller acabou de me chamar para sair? Não pensei duas vezes, sonhei com isso a minha vida escolar inteira. 
- Claro! – respondi, gaguejando. 
- Ok, a gente se encontra por aí e marca. – ele disse rindo, dando uma piscadinha e virando as costas. 
(...)
/Flashback
- Bom, acabou que no dia seguinte a gente topou no corredor e marcamos de nos encontrar. Ele me levou ao parque para tomar sorvete, nada demais. Ficou me ensinando a tocar violão e foi super fofo comigo, algo que eu nunca imaginei. O meu primeiro beijo com ele foi a coisa mais fofa do mundo, eu me derreti aos pés dele, me entreguei completamente. Cheguei a pensar várias vezes que era tudo uma mentira, porque ele era popular demais para gostar de uma excluída como eu. Passaram-se dois meses e nós estávamos namorando. Não acredito até hoje que fui burra o suficiente para me entregar dessa forma e é óbvio que ele me magoou. 
Flashback
Eu e Pietro estávamos ficando em frente ao meu armário. Por mais incrível que pareça ele não tinha vergonha de me beijar na frente de seus outros amigos populares, mesmo eu sendo “a excluída”.
- Vou ali à biblioteca pegar um livro de biologia pra fazer os trabalhos dessa semana, babe. Nos encontramos no próximo intervalo. – ele me deu um selinho e saiu correndo. Eu definitivamente estava apaixonada. Acho que não tinha como alguém não se apaixonar por um cara como o Pietro, moreno, o cabelo meio de lado. Pele branquinha, olhos azuis. Sempre usava calças jeans ou pretas, blusa branca de gola V e uma camisa xadrez por cima. Os tênis de cano alto o deixavam ainda mais charmoso. Seu perfume era marcante, me fazia delirar. Minha vida estava bem melhor, sabe, eu estava namorando o cara mais bonito e legal da escola, não me xingavam tanto assim, pararam de me encarar e fazer indiretas ofensivas. Tudo melhorou 100%. 
Me virei para o armário para pegar meus materiais e vi um livro que lembrei que deveria devolver na biblioteca ainda hoje. Olhei no relógio e eu ainda tinha 5 minutos até a próxima aula, dava tempo. Fechei o armário e saí correndo na mesma direção de Pietro, esperando encontrá-lo por lá. 
Quando cheguei quase na porta, ouvi sussurros abafados vindos da minha esquerda. Me encostei na parede sem me aproximar para tentar ouvir, reconheci a voz de Pietro... e de uma outra menina.  
- Como vai a sua apostinha? 
- A Blair? Ela deixou de ser uma aposta ruim como era no começo, Vanessa, ela tem me impressionado muito. 
- Ora ora, Pietro Miller está gostando da garotinha excluída! É isso mesmo?
- Que? Óbvio que não! Ela só é... bonitinha e gostosa.
- Não mais gostosa que eu. – após ouvir isso as lágrimas já corriam por minhas bochechas, saí um pouco de trás da parede olhando a cena. Vanessa, a capitã das cheerleaders com as mãos no peito do MEU namorado. Eu era apenas uma aposta. 
- Nisso eu tenho que concordar. – ele pegou na bunda dela e a puxou pra perto, beijando-a. Isso foi o suficiente para me fazer ficar tonta de tanta decepção. Não decepção com ele, mas comigo mesma, por não ter notado isso antes. Fui andando para trás e acabei trombando no lixo, o que fez um barulho imenso e chamou a atenção dos dois, que me viram ali, chorando como uma retardada. 
- Blair? – ele veio correndo em minha direção. 
- Não Pietro, não fala nada. Se você abrir essa boca acho que sou capaz de te dar um soco. – disse, olhando em seus olhos. – Eu já entendi tudo.  
- Mas... – ele disse e eu não controlei meus reflexos, virei um tapa em seu rosto e saí correndo dali, entrando no banheiro. 
/Flashback
- E foi assim que eu me tornei na pessoa mais depressiva do mundo. E o Pietro me procurou diversas vezes depois. O engraçado é que esse garoto mudou a minha vida. Ele fez eu me preocupar mais com a minha aparência, só para ficar bonita o suficiente para ele. Me ensinou praticamente tudo sobre violão que eu sei hoje. É o tema de praticamente todas as minhas letras de músicas. Ele significou tanto para mim e eu fui apenas uma aposta bonitinha e gostosa para ele. – eu dizia sem parar de chorar. 


Pronto, tá aí o motivo da frieza da Blair desde o início. Agora vamos esperar para ver se o Justin vai ser capaz de derreter o gelo em volta do coração dessa mina xD
MARQUEM O OI EU LI e votem na enquete ali do lado por favor!! AH e não esqueçam de comentar comigo o que acharam etc porque esse capítulo foi revelador né :) @benzodrauhl